Enfim, Branca na Suécia…

Galerinha, primeiro de tudo, desculpem-me por não ter postado o que aconteceu após a minha luta para ter a pequena Branca aqui comigo na Suécia. Acho que ainda estou em estado de graca por tê-la aqui que esqueci de atualizar o status…kkkkkkkk

Bem, minha pequena Branca chegou sã e salva no dia 30 de agosto após todos os erros possíveis e imagináveis terem sido cometidos pela veterinária que a estava tratando e o Laboratório de Zoonoze de São Paulo que escreveu a data errada da coleta de sangue, que nada mais nada menos, é onde comeca a contar a quarentena para a liberacão do animal para o embarque. Enfim, no dia 28 de agosto completaram-se 93 dias de quarentena, e Branca finalmente embarcou pela Lufthansa com destino a Frankfurt onde pernoitou no dia 29, e seguiu viagem para a Gothemburgo no dia 30 pela manhã, chegando aqui por volta das 10 da manhã muito assustada com a viagem mas bem, gracas a Deus!

Tudo resolvido? Claro que não!

Chegamos no aeroporto exatamente as 10:00hs para pegar minha princesa e tirá-la da caixa o quanto antes pois já estava trancada a tempo demais, porém, no aeroporto ninguém sabia onde ficava o angar da Lufthansa para que pudéssemos buscá-la. Andamos por quase 1 hora de um lado para o outro e para variar em Gothemburgo…. Choveu…. E muito…. Mas mesmo conseguimos localizar o local e fomos resgatá-la.

Assim que chegamos na recepcão, perguntamos sobre ela e a atendente me peguntou na lata: Já pagou a taxa?. Jesus amado, que taxa? Bem, apenas para tirá-la do avião em que estava a cerca de 50 metros até onde estávamos me custou 580kr. Se tivessem falado eu mesma teria ido no avião buscá-la kkkkkkk, ok, o que fazer? Vamos pagar a taxa! Depois, nos perguntaram se haviamos feito o registro do animal no Tullverket, mas como, se para tal registro precisávamos do documento que vinha anexado na gaiola dela???

A recepcionista foi até o local onde Branca estava e buscou um envelope com toda a documentacão e nos entregou o que era necessário para o registro. Perguntamos então onde no aeroporto deveriamos ir para efetuar o tal registro, mas para nossa sorte o escritório do Tullverket em Landvätter só funciona segunda e terca, e era uma quinta-feira. O que fazer??? Deixá-lá até a próxima segunda ou dirigir 40kms até o escritório mais próximo. “Göran, busca o carro!!!”…
Neste momento, tinha também no angar da Lufthansa um casal de alemães que haviam mudado para a Suécia um dia antes vindos dos Estados Unidos e estavam buscando 2 vira-latas enormes que eles havia adotado em USA e que havia mudado com eles para cá. Os coitados não tinham a minima idéia sobre nada aqui, não tinham GPS e o mapa que eles tinham não correspondiam com a realidade, afinal para quem conhece Gothemburgo sabe que a cidade é basicamente um canteiro de obras… Já que eles teriam que ir ao mesmo lugar registrar os seus dois anjinhos e voltar, ofereci para que eles fossem conosco, e eles ficaram imensamente agradecidos…

Então, lá fomos nós, 40 kms e pilhas e pilhas de formulários e mais uma pergunta capiciosa: Onde está o seu visto de permanência sueca? O quê? Ninguém havia me falado sobre a necessidade de permanência para ter direito a trazer um animal para cá. Eu não ando com o me visto e nem com o meu passaporte desde que eu tirei a minha habilitacão sueca. O policial do Tullverket me explicou que quando não comprovamos que temos o visto sueco e moradia fixa, eles consideram a vinda do animal como importacão, então temos que pagar uma taxa de 10 a 20% do valor do animal. O problema é que a Branca foi adotada, é uma vira-latinha, valor só se for emocional, aí danou-se porque seria muuuuiiiiitoooooo caro!!! *-*

Ok, após toda a parte burocrática, finalmente voltamos ao aeroporto por volta das 3 da tarde, e após apresentarmos toda a papelada possível e inimaginável, finalmente me entregaram a gaiolinha com um par de olhinhos arregalados e assustados que machucava só de olhar… O casal de alemães também recebeu seus bebês, também assustados mas felizes quando encontraram seus donos. A Branca só tremia…

Levamos a gaiola para o carro, colocamos no bagageiro, baixamos o banco traseiro e eu abri a porta da gaiola. No mesmo instante, mesmo depois de um ano e meio sem vê-la Branca me reconheceu. Ela polou no meu colo, lambia minha cara, me arranhava toda. Mas naquele momento o par ade olhinhos assustados da gaiola somente brilhavam…. Göran ficou pasmo com a velocidade que ela me reconheceu…

Paramos em um estacionamento na saida do aeroporto para que ela pudesse andar um pouquinho e ir ao “Banheiro” antes de seguirmos pra casa, e Göran pegou o celular dele para tirar uma foto dela e atualizar o status do Facebook (sabe como é???), afinal os nossos celulares não paravam de tocar. A cada 5 minutos era um perguntando sobre ela, e assim resolveria a situacão. O problema é que como a bateria estava no final ele colocou o telefone no teto do carro para tirar a foto com o tablet. Sabe como é, uma vez no teto do carro ninguém se lembra mais do coitado, e por lá por Gothemburgo o bichinho ficou…kkkkkkkkkkkk

Enfim, depois de toda esta novela, minha Branca está aqui comigo, feliz e serelepe em terras geladas…

Uma ideia sobre “Enfim, Branca na Suécia…

  1. Star

    Meu Deus que dificuldade, as pessoas gostam de complicar né! Graças a Deus deu tudo certo! Me emocionei demais com seu post!! Eu tenho 3 vira-latas e sei como é ruim ficar longe deles, imagino a ansiedade e alegria de ter sua bebê de volta após todo esse tempo! Que felicidade de ver pessoas que fazem de tudo para estar com seus animaizinhos! Agora ela está segura e feliz!Parabéns! beijoss!

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