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JUSTIÇA SUECA PRORROGA POR MAIS 15 DIAS PRISÃO DE BRASILEIRA

Então gente, sei que ando um pouco sumida, mas gostaria de compartilhar com você uma notícia vinda direto das terras geladas para alertar àquelas pessoas que sonham em imigrar para a Suécia, ou para qualquer outro país, que tomem todos os cuidados do mundo para que o sonho não se torne uma roubada.

Esta é uma situação um pouco extremada, mas cada país tem a sua lei independente da nossa vontade, e este foi apenas um caso mostrado. Quem sabe quantos mais existam por aí e nós não temos conhecimento algum? Por isso meus amigos, todo o cuidado é pouco.

Príncipes encantados talvez existam, porém, a probabilidade de engolirmos os sapos é infinitamente maior. Propostas de empregos tentadoras também estão espalhadas em todos os lugares, com salários inimagináveis mesmo exigindo quase nenhuma qualificação. Para quê viver no Brasil se posso ter um futuro dígno na Europa ou no Oriente Médio? Boa pergunta, mas vale pequisar bastante e pensar duas vezes antes de deixar o conforto e a segurança do seu lar por uma armadilha. Muitos são os casos de prostituicão e cárcere privado de pessoas. Existem ainda os casos de pessoas que são aliciadas e desaparecem, por culpa dos traficantes de órgãos.

Claro que não quero dizer que o fato de imigrar e tentar a sorte em um outro lugar irá necessáriamente te colocar em maus bocados, mas necessáriamente não te levará ao paraíso. Espero que entendam o meu ponto de vista. Faço esta colocação baseada na quantidade de pessoas que entram em contato comigo aqui pelo blog ou pelo Facebook querendo saber sobre a maravilha que é morar na Suécia. Sobre a facilidade de encontrar emprego e até mesmo um/a viking para chamar de seu/sua.

Esta matéria foi originalmente divulgada no site Revista Época Negócios, em 29/05/2015. Veja aqui a matéria original.

Por: Marcela Bourrou

A brasileira Roberta Santalucia, que está presa na Suécia, deve ficar detida por pelo menos mais 15 dias. A Justiça sueca de primeira instância decidiu prorrogar, nesta sexta-feira (29/05), a prisão de Roberta, por considerar que há risco de fuga caso ela seja colocada em liberdade, segundo o embaixador do Brasil no país, Marcos Gama.

Roberta chegou à Suécia no dia 15 de maio com seu filho Lucas, de 10 anos e foi detida logo depois. Eles viajaram ao país por causa de uma disputa judicial pela guarda da criança. Lucas é fruto da relação de Roberta com o dinamarquês Soren Aagesen, que mora na cidade sueca de Malmö. Ela e o pai da criança estão separados há mais de oito anos e, desde então, Roberta vive no Brasil com Lucas. Porém, o pai brigava na Justiça pela guarda do menino. Lucas está com o pai desde que sua mãe foi presa.

O embaixador brasileiro afirmou que atualmente Roberta pode se comunicar apenas com o advogado que a está representando na Suécia, com ele e com o vice-cônsul. Ela não tem notícias sobre o filho nem pode manter contato com outros familiares. Lucas só fala português, língua que o pai não fala. Ele tem Síndrome de Asperger, transtorno relacionado ao autismo.

Para chamar atenção para o caso, Roberta está há quatro dias em greve de fome.

“Ela veio para a Suécia para apoiar o filho nesse processo. Estamos muito preocupados”, afirmou Gama. “A criança está em situação de extrema vulnerabilidade. O pai está cooperando pouco”, diz o embaixador. Após muita insistência, Soren concordou em receber um representante da embaixada brasileira. O vice-cônsul tinha um encontro com pai e filho marcado para esta sexta-feira (29).

O processo

No início deste mês, a 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3º Região decidiu, por unanimidade, que Lucas deveria voltar para o país onde morava na época da separação. Isso porque, segundo a Convenção de Haia, quem deve decidir sobre a guarda do menino é a Justiça do país onde a criança residia na época da separação. “A questão aí é quem decide sobre a guarda da criança. O domicílio dele era a Suécia, então o poder Judiciário competente para decidir é o sueco”, afirmou a desembargadora Maria Cecília Mello, que participou da decisão. O caso, segundo Cecília, é muito parecido com o do menino Sean Goldman. Segundo a Justiça brasileira, Roberta teria tirado o filho ilegalmente de sua casa.

Roberta viajou como acompanhante de Lucas no dia 13 de maio por vontade própria – a decisão exigia que apenas o menino embarcasse para a Suécia. Com Lucas tem Síndrome de Asperger, transtorno relacionado ao autismo, a mãe considerou que ele não tinha condições de viajar sozinho.

Suas passagens foram pagas pelo pai da criança, que também estava no avião que os levou para Estocolmo. De Estocolmo, eles pegaram um trem para Malmö. Ela foi presa logo depois de desembarcar.

Segundo a desembargadora Maria Cecília, as autoridades suecas haviam enviado um ofício afirmando que não existia ordem de prisão pendente contra Roberta no país escandinavo. De acordo com o embaixador Marcos Gama, o documento de 2013 garantia que ela não corria o risco de ser detida, apesar de estar sob investigação.

Segundo a embaixada da Suécia no Brasil, as autoridades do país nunca forneceram nenhuma garantia a respeito de procedimentos criminais. “Escritórios do governo sueco não têm influência sobre órgãos judiciais”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a embaixada, a prisão de Roberta foi motivada pela acusação de que ela  teria cometido sequestro ao levar Lucas para o Brasil em 2008. Na época, os dois moravam em Malmö com o pai da criança. “O sequestro de crianças é considerado crime grave na Suécia. As autoridades brasileiras foram informadas de que uma investigação preliminar sobre a suspeita que pesava sobre a mãe estava em curso”, diz o posicionamento. “Logo depois de a mãe vir para a Suécia ela foi questionada em matéria penal e passou a ser representada por um advogado de defesa. A corte depois decidiu deter a mãe por suspeita de conduta arbitrária agravada relativa a uma criança. A mãe está atualmente em custódia”.

O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (28/05), após o secretário de Direito Humanos e Cidadania de São Paulo, Eduardo Suplicy, colocar em seu Facebook uma carta de Roberta endereçada à presidente Dilma Rousseff.

Na carta, Roberta diz que possui a guarda da criança desde abril de 2008. Ela também afirma que não tem notícias do menino desde 15 de maio. Ele estaria na casa do pai, na cidade de Malmö. No texto, ela diz que o filho se comunica somente em português e não tem dupla cidadania. “Eu fui tratada como uma criminosa”, escreveu.

Gama afirmou ainda que a embaixada brasileira do país só tomou conhecimento do caso após a prisão de Roberta. “Se soubéssemos que ela viria para cá, estaríamos com um funcionário no aeroporto de Estocolmo”, disse. Com a prorrogação da detenção, a estratégia da defesa a partir de agora deve ser levar o caso para instâncias superiores da Justiça sueca. “Ela é uma mãe, uma cidadã brasileira, tentando proteger um cidadão brasileiro”, afirmou o embaixador.

Trajetória

O advogado Mauricio Macedo, atual marido de Roberta, disse que acionou a embaixada do Brasil na Suécia após Roberta parar de dar notícias durante a viagem. Até sua prisão, ela mandava mensagens com frequência para informar o que estava acontecendo. Macedo diz que se considera o pai afetivo de Lucas. “A referência que ele tem de pai sou eu”. Ele também afirma que Soren nunca propôs nenhum acordo para resolver a questão da guarda da criança.

Macedo conta que Roberta engravidou há dez anos, quando passava as férias na Dinamarca. Ela voltou para o Brasil e teve Lucas aqui. Depois, Soren veio ao país para visitar a criança e registrá-la em seu nome. Meses depois, os três passaram a morar juntos em Malmö e Roberta se casou com Soren. O dinamarquês teria prometido a ela que permitiria que ela voltasse para o Brasil com o filho. Sem ver a promessa se concretizar, segundo Macedo, Roberta procurou a embaixada brasileira na Dinamarca e conseguiu voltar para o país com Lucas.

De acordo com Macedo, Lucas viu o pai biológico apenas duas vezes nos últimos oito anos.

Dilma foi acionada

Eduardo Suplicy enviou uma mensagem para a presidente Dilma Rousseff sobre o caso. “Tenho a convicção que, ao ler a carta da senhora Roberta, que tem dedicado todos os momentos de sua vida e suas energias para cuidar do bem estar de seu querido filho Lucas, de 10 anos, autista, Vossa Excelência tomará as medidas necessárias junto às autoridades suecas para que, de pronto, possa Roberta estar junto ao seu filho”, diz o ex-senador no texto encaminhado para a presidente, junto com a carta de Roberta. Em entrevista à Época NEGÓCIOS no final da tarde desta quinta-feira (28), Suplicy afirmou ainda não ter recebido uma resposta oficial da presidente.

Parabéns para mim!

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Foto: Karine Bäckman

Aproveite o tempo em sua conta

Imagine que você tivesse ganho uma competição cujo prêmio fosse que um banco abrisse todas as manhãs uma conta em seu nome com 86 400 coroas. Cada jogo tem uma regra, este aqui porém, 2. A primeira é que todo o dinheiro que você não tenha gasto desaparece da conta quando um novo dia se inicia. Não se pode trapacear transferindo o restante para uma outra conta, tem que utilizá-lo.

Mas, à cada manhã o banco abre uma nova conta em seu nome com novas 86 400 coroas para ser usado durante o dia.

Regra número 2 é que o banco pode acabar com o jogo sem aviso prévio. Quando quiser, o banco notifica que o jogo acabou, sua conta é encerrada e que uma nova conta não será aberta no dia seguinte. O que você faria com todo este dinheiro?

Faria coisas divertidas, compraria presentes para amigos e familiares, compraria um presente para você mesmo, aproveitaria para comer e beber coisas gostosas que nunca havia experimentado? Você ao certo encontraria muitas coisas para fazer com o dinheiro, mas com certeza não seria fácil gastar 86 400 coroas em um dia.

O FANTÁSTICO é que este banco maravilhoso existe. É o tempo! Todas as manhãs quando acordamos recebemos 86 400 segundos de vida para usarmos, e o que não usamos disperdiçamos. Ontem é passado. Todas as manhãs a mesma mágica, 86 400 segundos de vida. Mas mesmo a vida tem regras que não podemos burlar, “a conta” pode ser fechada a qualquer minuto, repentinamente. A vida pode acabar a qualquer instante.

Então, o que faremos com nossos 86 400 segundos diários? O que você faz? Por certo é bem mais importante os segundo de vida do que as caroas, não?

Tradução livre do texto retirado da revista Reflex, edição 3 de 2014. 

Dizem que o mes que antecede o nosso aniversário é um período chamado inferno astral. Os últimos 15 dias, os piores. Eu, definitivamente, nunca senti este período até porque não me considero uma pessoa lá com tanta sorte assim para poder sofrer com algum tipo de decepcão pré-aniversário ou inferno astral. Não mesmo!

Este ano, às vésperas de completar 42 primaveras, o que acontece é que tenho sentido um despertar. Nestes últimos 5 anos tenho que vivido meio que em um limbo, não muito contente com os acontecimentos ou desenrolar da vida, mas ainda assim agradecendo pelo que tenho conseguido: família, marido, emprego, Branca… o problema é o sentimento de vazio, de que nada novo está para acontecer, isso tem me matado aos poucos dia-a-dia…

Eu sempre ouvi dizer que os pilares da falecidade são: Ter um filho, plante um árvore e escreva um livro. Bem, eu escrevo um blog dá quase no mesmo, já plantei inumeras árvores e tenho o meu jardim florido, e tenho a Branca, minha filhota de 4 patas. Tive que adaptar neste último, já que as tentativas de ter um bebê não tem sido lá um sucesso, e depois dos 40 as probabilidades são ainda menores. Coisas da vida… Porém, aquela sensação de felicidade, dever cumprido segundo os pilares da felicidade não existe. Eu não sei o que é. Ao contrário dos pilares, o que me deixa feliz é viajar. Poder voar, conhecer novas cidades, pessoas e culturas, isso sim é felicidade. Creio que deveria ter nascido um pássaro para poder voar livre e viajar para onde pudesse e minhas asas me levassem, aí sim, seria incondicionalmente feliz…

Entretanto, este ano para mim, o meu inferno astral tornou-se quase que um despertar. Resolvi que esta vida perfeitinha está perfeitinha demais e eu não quero que seja assim. Comecei uma batalha pessoal anti-estagnação, saindo da minha zona de conforto que é isso que nos faz crescer.

Resolvi que voltaria a escola, e lá estou. Mesmo que em um curso de sueco do qual eu já deveria ter me livrado e terminado há algum tempo se não tivesse me acomodado com o meu trabalho e a chance de arrumar algo melhor tendo referências. Isso não aconteceu e creio que não acontecerá. Então resolvi conquistar um diploma universitário, ainda que como tecnólogo, mas algo que me trará um resultado no futuro. Claro que levará tempo para terminar o curso, afinal ainda tenho que seguir com o sueco até chegar no mínimo exigido nos certificados (betyg), mas já dei o primeiro passo. Aliás, o segundo, uma vez que consegui pular um dos cursos porquê estava em um nível mais avançado devido ao sueco que aprendi trabalhando e tendo contado por nativos.

Enfim, espero realmente que este ano seja um ano de virada e descobertas pois afinal, é exatamente sobre o que o texto acima fala: todos nós ganhamos 86 400 segundos de vida diariamente, e cabe apenas à nós resolver como ele será utilizado.

Agora vou ali fazer os planos de como celebrar mais este ano, já que dia 30 está logo ali 😉

Vi ses, hej då! 😉

Aventurando na cozinha

Hoje queria comer algo diferente, e por isso resolvi que iria fazer minha própria pasta. Já faz tempo que comprei a máquina para fazer pastel, como não deu certo eu a aposentei. Hoje a bichinha teve sua nova chance.

Eu encontrei um vídeo no Youtube explicando como preparar a receita e manusear a máquina de forma correta, e lá fui eu colocar as mãos literalmente na massa. E não é que o resultado deu super certo e a massa ficou uma delícia…

Fetuccine

Para quem quiser testar, segue aqui o link da receita. Agora vou ali assistir TV para descasar do almoço 😉

Kram och puss, hej då! 🙂

HER

Semana passada assisti ao filme HER, com Joaquin Phoenix. Um filme muito interessante que mostra a dependência que temos hoje em dia dos nossos smartphones e computadores, fazendo com que nos isolemos do mundo real para vivermos através das telas e Apps.

A direção é feita de uma forma em que nos faz mergulhar no enredo, sentir o que o pobre Theodore sente. As angústias, solidão, paixão… e a única coisa que eu queria naquele momento era ajudá-lo, contar que aquilo não era saudável, sei lá… só assistindo para entender.

No site IMDb.com tem um ranking de pontuação dos filmes que varia em uma escala de 0 – 10. HER, obteve a média 8. Eu, daria uma nota 9 porque achei que o final ficou muito em aberto, quase que como aguardando uma sequência, ou um HER 2. À seguir, tem a sinopse e o trailer do filme para que vocês possam sentir o gostinho e até  mesmo, quem sabe, deixá-los com vontade de descobrir a história de Theodore e Samanta.

Sinopse de HER

Theodore é um homem solitário em fase final de seu divórcio. Quando não está trabalhando como um escritor de cartas, o seu tempo livre é gasto jogando vídeo games e, ocasionalmente, sair com os amigos. Ele decide comprar o novo OS1, que é anunciado como o primeiro sistema operacional de inteligência artificial do mundo, “Não é apenas um sistema operacional, é uma consciência”, afirma o anúncio. Theodore rapidamente encontra-se atraído com Samantha, a voz por trás de sua OS1. Como eles passam muito tempo juntos, o interesse entre eles cresce cada vez mais e, eventualmente, acabam se apaixonando. Tendo caído de amores por seu OS, Theodore se vê lidando com sentimentos de grande alegria e dúvida. Como um sistema operacional, Samantha tem inteligência poderosa que ela usa para ajudar Theodore de maneiras que outros não tiveram. Mas como é que ela pode ajudá-lo a lidar com seu conflito interior de estar apaixonado por uma OS?

O vídeo à seguir: Her, Love in the modern ages (Ela: Amor na idade moderna), narra as reações ao filme de Spike Jonze, indicado ao Oscar, Her. O documentário, dirigido por Lance Bangs, apresenta histórias e reflexões de escritores, músicos, atores e especialistas em cultura contemporâneas, incluindo Olivia Wilde, James Murphy e Bret Easton Ellis, sobre o filme Her, e os seus pensamentos sobre o amor na idade moderna. Vale muito à pena assistir…

E claro, que o povo não deixa barato, agora vai uma sátira muito bem feita ao filme Her, aqui chamada HIM. Aproveitem!

Bem, por hoje é só galerinha linda, já já volto com mais…

Hej då, vi ses 😉

 

Eu não sou Charlie – Je ne suis pas Charlie!

Pode soar estranho para alguns, mas eu sou contra o jornal Charlie Hebdo. Não consigo entender qual a finalidade das charges publicadas por este veículo de comunicação onde o único intento é ferir pessoas, religiões e honra daqueles que são diferentes. Não sou à favor do massacre ocorrido no último dia 7, onde 12 pessoas foram assassinadas, ou no dia 8 onde uma policial foi assassinada à sangue frio nas ruas de Paris, muito menos à favor das 5 vítimas assassinadas na loja de produtos judeus no dia 9. Entendam, sou totalmente contra esta violência praticada pelos terroristas, e pela violência em geral. E pensar que, desde menina, sempre tive o desejo de ser jornalista. Cheguei a tentar uma vaga na Unicamp em 2003, mas confesso não fui boa o suficiente para garantir um lugar em um dos vestibulares mais disputados do país. Por este motivo, eu tenho vergonha do trabalho realizado por este “folhetim”.

Em um país como a França, que tem como lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o que o Charlie Hebdo tem feito é exatamente um des-servico ao Estado. Com seu trabalho, tem pregado a discórdia gratuita a xenofobia pelo simples fato de atiçarem a populacão à impor a sua cultura sobre uma minoria mussulmana e de outras etinias do país.

Logo população mundial começou a se manifestar á favor dos cartunistas assassinados, saindo em protestos levantando canetas e lápis no lugar de bandeiras como forma de demonstrar o seu apoio aos mesmos. No último domingo, dia 11, uma enorme manifestação com em torno de 3,5 milhões de manifestantes saíram pelas ruas de Paris para protestar contra o ataque terrorista na França, aqui em Estocolmo, 3.000 pessoas se reuniram em apoio segundo os jornais DN.SE e The Local. O que me assusta é o fato de ninguém, em momento algum, questionar o porquê daquilo tudo? o porquê do massacre? Esta não foi a primeira vez em que o jornal foi atacado, por acaso pelo mesmo motivo, e tenho a certeza que não será a última.

Aqui na Suécia, por exemplo, várias mesquitas vem sendo atacadas por vândalos e extremistas com bombas e sendo incendiadas. Um país conhecidamente calmo e pacífico também está mostrando a sua face negra e vil à sociedade. O fato é que não podemos generalizar. Mussulmano não é terrorista, haja vista, Ahmed Marebet, o policial que foi morto em frente ao Charlie Hebdo logo após o ataque, protegendo justamente àqueles que ofendiam profundamente à sua religião. Terrorista é terrorista, é mal e ponto final.

Ninguém gosta de ser ofendido, atacado e humilhado por sua opção religiosa, sexual, política ou simplesmente pela cor de sua pele, tudo em nome da liberdade de expressão, liberdade de imprensa, mas e quanto à liberdade do culto religioso? A liberdade indivudual, onde está? Lembro-me de quando criança sempre ouvi que a minha liberdade ía até onde começava a liberdade do outro, e este foi um ensinamento que aprendi e carrego comigo.

Existem diversas maneiras de se praticar o jornalismo, divulgar uma notícia, inclusive divulgar um humor inteligente, até mesmo de cunho político sem que se ofenda a pessoa, o ser humano como já fazia o Pasquim durante o governo militar. Uma forma humorada de se dizer a verdade, questionar e cobrar o direito de liberdade que era bem coibido naquela época.

Eu pensei algumas vezes se escreveria ou não minha opinião quanto ao atentado, e estava inclusive aguardado a prometida capa da nova edição do Charlie Hebdo, cuja tiragem prometida será de 3 milhões de exemplares, para ter uma idéia do que está por vir. Confesso que depois de vê-la aqui estou esperando por uma ação ainda maior contra o jornal.

Gostaria de deixar uma amostra do “humor” praticado pelas charges de mal gosto do jornal. Em respeito à religião mussulmana que em seus preceitos diz que O Profeta Mohamed não deve ser retratado, e para evitar maiores problemas, não colocarei nenhuma das imagens do mesmo, porém, como católica, também me sinto muito ofendida pela imagem à seguir. Não deveria exibí-la, mas para demonstrar meu desgosto e para que as pessoas possam formar sua própria opinião à respeito do problema e não apenas colocar hashtags e cartazes em suas redes sociais para seguir a modinha, aí vai.

Foto de reproducão do Jornal Charlie Hebdo

Foto de reproducão do Jornal Charlie Hebdo

Por fim, queria compartilhar o link de um texto interessante sobre o assunto que encontrei na rede, datado de 8 de janeiro.

Por El Rafo Saldaña – Je ne suis pa Charlie

Bem vindo 2015, chegue e arraze!!!

Foto retirada do Facebook

Foto retirada do Facebook

E então chegou 2015… Eu tinha um plano bacana de deixar uma mensagem bem legal para vocês, mas a correria da preparação da festas não deixou. Na verdade, nós estávamos reformando o hall de entrada daqui de casa e não tive tempo para mas nada.

Embora as festas de Natal e Ano Novo aconteçam sempre aqui em casa, como já virou tradição, este ano tivemos que procurar pousada em outra freguesia.

O Natal foi muito especial. Passamos no Piperska, onde eu trabalho, comemorando junto com os hóspedes que não tem família e vivem numa constante solidão. Este ano, minha sogra resolveu fazer a diferença, e comemoramos o primeiro Natal do Piperska ever. Parace que não é nada, mas olhar o brilho nos olhos daquelas pessoas naquele momento foi mágico. Do nada, ainda tiveram distribuição de presente pelos ajudantes do Papai Noel, que não apareceu porque estava ocupado entregando presentes para as criancas 😉

Nós ouvimos de alguns hóspedes que foi a primeira vez em muitos anos que tiveram com quem dividir a ceia ou simplesmente companhia para assistir ao Kalle Anka (Um desenho da Disney que é obrigatório às 15:00hs do dia 24, acho que sagrado seria a palavra correta) ao invés de ficarem trancados em seus apartamentos e casas esperando a morte chegar…

Eu acho que na verdade, o Natal foi mais intenso para mim vivendo aquilo tudo, aquela gratidão, do que estando em casa… mesmo que estando em casa estivéssemos também comecorando com os brasileiros desgarrados de suas famílias nessas terras geladas… Acho que era um mix de sentimentos… saudades da família, dos amigos ou mesmo um flash back do meu primeiro natal sueco… O bom de tudo é que sempre tem o Skype para diminuir a distância daqueles que amamos.

Mas este ano foi um tanto estranho. Aquela coisa do preparativo para a festa. Aquela ansiedade de que tudo saia certinho e todos os presentes comprados, isso não aconteceu para nós aqui em casa. Como no Natal havíamos prometido trabalhar como voluntários não havia a necessidade dos preparativos e decorações aqui em casa. Apenas no dia 23, montamos nossa árvore de natal.

Já o reveillón era uma incógnita. Não sabíamos se faríamos aqui, na Alessandra, ou sei lá quais as outras opções, até que no dia 30 nosso amigo Claes ofereceu sua casa uma vez que ele também estaria sozinho e era a casa mais próxima do centro da cidade, assim daria para caminharmos até a praça para assistir à queima de fogos. A Alessandra também achou uma ótima idéia se livrar da louça, então lá fomos nós para o Claes.

Mais uma vez não receberíamos visitas, nem teríamos festas, no máximo preparei uma comidinha para levar para o furdunço (no bom sentido, claro), mas não teve lentilha, não teve roupa branca e nem banho de sal grosso… vixe como será que sobreviverei??? Tô zicada!!! 😉

Enfim, dia 31 chegou…

Foto retirada do facebook.

Foto retirada do facebook.

A festa foi muito bacana, apenas entre alguns amigos, com direito à queima de fogos e pagação de micos no Singing Star, muito legal mesmo. Festamos até às 7 da manhã, depois tivemos que ir caminhando para casa para ir queimando um pouco do álcool e a Branca poder dar uma caminhada também. Bem como mostra na foto, a ressaca foi de lascar kkkkkk até a Branca estava no modo OFF ontem, coitada.

Agora, depois das festas, é hora de focar em mais um ano que se inicia com todas as expectativas de um ano melhor, cheio de saúde, sucesso profissional e amoroso e todo o texto que costumamos repetir a cada janeiro, inclusive a promessa de começar uma dieta e/ou na academia 😉 🙂

Foto retirada do Facebook

Foto retirada do Facebook

Então meus amigos, desejo à vocês uma grande overdose de Divertil acompanhada de boas doses de Risotril e que todos seus sonhos e desejos tornem-se realidade.

FELIZ 2015!!!

Kram o Puss 🙂

Qual é a música?

Se tem uma música que não me sai da cabeça ultimamente é “When I Was Your Man – Bruno Mars. A letra é linda e a música então me faz suspirar à cada vez que eu a escuto. Não sei se ando apaixonada mas, o talento e a voz deste cantor me impressionam sempre.

Para quem não conhece esta música, aí vai o vídeo e a letra para apreciarem. espero que gostem assim como eu!

When I Was Your Man

Letra: Bruno Mars, Philip Lawrence, Ari Levine e Andrew Wyatt.

Same bed, but it feels just a little bit bigger now
Our song on the radio, but it don’t sound the same
When our friends talk about you
All that it does is just tear me down
Cause my heart breaks a little
When I hear your name
And all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh

Too young, too dumb to realize
That I should’ve bought you flowers and held your hand
Should’ve give you all my hours when I had the chance
Take you to every party
Cause all you wanted to do was dance
Now my baby is dancing, but she’s dancing
With another man

My pride, my ego
My needs and my selfish ways
Caused a good strong woman like you
To walk out my life
Now I never, never get to clean up
The mess I made
And it haunts me every time I close my eyes
It all just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh

Too young, too dumb to realize
That I should’ve bought you flowers and held your hand
Should’ve give you all my hours when I had the chance
Take you to every party
Cause all you wanted to do was dance
Now my baby is dancing, but she’s dancing
With another man

Although it hurts
I’ll be the first to say that I was wrong
Oh, I know I’m probably much too late
To try and apologize for my mistakes
But I just want you to know
I hope he buys you flowers, I hope he holds your hand
Give you all his hours when he has the chance
Take you to every party cause I remember
How much you loved to dance
Do all the things I should’ve done
When I was your man

Do all the things I should’ve done
When I was your man

Quando estava fussando o Youtube.com a procura do vídeo, encontrei também esta belíssima versão de uma galerinha cover show chamada FifthHarmony, dá uma olhada!