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JUSTIÇA SUECA PRORROGA POR MAIS 15 DIAS PRISÃO DE BRASILEIRA

Então gente, sei que ando um pouco sumida, mas gostaria de compartilhar com você uma notícia vinda direto das terras geladas para alertar àquelas pessoas que sonham em imigrar para a Suécia, ou para qualquer outro país, que tomem todos os cuidados do mundo para que o sonho não se torne uma roubada.

Esta é uma situação um pouco extremada, mas cada país tem a sua lei independente da nossa vontade, e este foi apenas um caso mostrado. Quem sabe quantos mais existam por aí e nós não temos conhecimento algum? Por isso meus amigos, todo o cuidado é pouco.

Príncipes encantados talvez existam, porém, a probabilidade de engolirmos os sapos é infinitamente maior. Propostas de empregos tentadoras também estão espalhadas em todos os lugares, com salários inimagináveis mesmo exigindo quase nenhuma qualificação. Para quê viver no Brasil se posso ter um futuro dígno na Europa ou no Oriente Médio? Boa pergunta, mas vale pequisar bastante e pensar duas vezes antes de deixar o conforto e a segurança do seu lar por uma armadilha. Muitos são os casos de prostituicão e cárcere privado de pessoas. Existem ainda os casos de pessoas que são aliciadas e desaparecem, por culpa dos traficantes de órgãos.

Claro que não quero dizer que o fato de imigrar e tentar a sorte em um outro lugar irá necessáriamente te colocar em maus bocados, mas necessáriamente não te levará ao paraíso. Espero que entendam o meu ponto de vista. Faço esta colocação baseada na quantidade de pessoas que entram em contato comigo aqui pelo blog ou pelo Facebook querendo saber sobre a maravilha que é morar na Suécia. Sobre a facilidade de encontrar emprego e até mesmo um/a viking para chamar de seu/sua.

Esta matéria foi originalmente divulgada no site Revista Época Negócios, em 29/05/2015. Veja aqui a matéria original.

Por: Marcela Bourrou

A brasileira Roberta Santalucia, que está presa na Suécia, deve ficar detida por pelo menos mais 15 dias. A Justiça sueca de primeira instância decidiu prorrogar, nesta sexta-feira (29/05), a prisão de Roberta, por considerar que há risco de fuga caso ela seja colocada em liberdade, segundo o embaixador do Brasil no país, Marcos Gama.

Roberta chegou à Suécia no dia 15 de maio com seu filho Lucas, de 10 anos e foi detida logo depois. Eles viajaram ao país por causa de uma disputa judicial pela guarda da criança. Lucas é fruto da relação de Roberta com o dinamarquês Soren Aagesen, que mora na cidade sueca de Malmö. Ela e o pai da criança estão separados há mais de oito anos e, desde então, Roberta vive no Brasil com Lucas. Porém, o pai brigava na Justiça pela guarda do menino. Lucas está com o pai desde que sua mãe foi presa.

O embaixador brasileiro afirmou que atualmente Roberta pode se comunicar apenas com o advogado que a está representando na Suécia, com ele e com o vice-cônsul. Ela não tem notícias sobre o filho nem pode manter contato com outros familiares. Lucas só fala português, língua que o pai não fala. Ele tem Síndrome de Asperger, transtorno relacionado ao autismo.

Para chamar atenção para o caso, Roberta está há quatro dias em greve de fome.

“Ela veio para a Suécia para apoiar o filho nesse processo. Estamos muito preocupados”, afirmou Gama. “A criança está em situação de extrema vulnerabilidade. O pai está cooperando pouco”, diz o embaixador. Após muita insistência, Soren concordou em receber um representante da embaixada brasileira. O vice-cônsul tinha um encontro com pai e filho marcado para esta sexta-feira (29).

O processo

No início deste mês, a 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3º Região decidiu, por unanimidade, que Lucas deveria voltar para o país onde morava na época da separação. Isso porque, segundo a Convenção de Haia, quem deve decidir sobre a guarda do menino é a Justiça do país onde a criança residia na época da separação. “A questão aí é quem decide sobre a guarda da criança. O domicílio dele era a Suécia, então o poder Judiciário competente para decidir é o sueco”, afirmou a desembargadora Maria Cecília Mello, que participou da decisão. O caso, segundo Cecília, é muito parecido com o do menino Sean Goldman. Segundo a Justiça brasileira, Roberta teria tirado o filho ilegalmente de sua casa.

Roberta viajou como acompanhante de Lucas no dia 13 de maio por vontade própria – a decisão exigia que apenas o menino embarcasse para a Suécia. Com Lucas tem Síndrome de Asperger, transtorno relacionado ao autismo, a mãe considerou que ele não tinha condições de viajar sozinho.

Suas passagens foram pagas pelo pai da criança, que também estava no avião que os levou para Estocolmo. De Estocolmo, eles pegaram um trem para Malmö. Ela foi presa logo depois de desembarcar.

Segundo a desembargadora Maria Cecília, as autoridades suecas haviam enviado um ofício afirmando que não existia ordem de prisão pendente contra Roberta no país escandinavo. De acordo com o embaixador Marcos Gama, o documento de 2013 garantia que ela não corria o risco de ser detida, apesar de estar sob investigação.

Segundo a embaixada da Suécia no Brasil, as autoridades do país nunca forneceram nenhuma garantia a respeito de procedimentos criminais. “Escritórios do governo sueco não têm influência sobre órgãos judiciais”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a embaixada, a prisão de Roberta foi motivada pela acusação de que ela  teria cometido sequestro ao levar Lucas para o Brasil em 2008. Na época, os dois moravam em Malmö com o pai da criança. “O sequestro de crianças é considerado crime grave na Suécia. As autoridades brasileiras foram informadas de que uma investigação preliminar sobre a suspeita que pesava sobre a mãe estava em curso”, diz o posicionamento. “Logo depois de a mãe vir para a Suécia ela foi questionada em matéria penal e passou a ser representada por um advogado de defesa. A corte depois decidiu deter a mãe por suspeita de conduta arbitrária agravada relativa a uma criança. A mãe está atualmente em custódia”.

O caso ganhou repercussão nesta quinta-feira (28/05), após o secretário de Direito Humanos e Cidadania de São Paulo, Eduardo Suplicy, colocar em seu Facebook uma carta de Roberta endereçada à presidente Dilma Rousseff.

Na carta, Roberta diz que possui a guarda da criança desde abril de 2008. Ela também afirma que não tem notícias do menino desde 15 de maio. Ele estaria na casa do pai, na cidade de Malmö. No texto, ela diz que o filho se comunica somente em português e não tem dupla cidadania. “Eu fui tratada como uma criminosa”, escreveu.

Gama afirmou ainda que a embaixada brasileira do país só tomou conhecimento do caso após a prisão de Roberta. “Se soubéssemos que ela viria para cá, estaríamos com um funcionário no aeroporto de Estocolmo”, disse. Com a prorrogação da detenção, a estratégia da defesa a partir de agora deve ser levar o caso para instâncias superiores da Justiça sueca. “Ela é uma mãe, uma cidadã brasileira, tentando proteger um cidadão brasileiro”, afirmou o embaixador.

Trajetória

O advogado Mauricio Macedo, atual marido de Roberta, disse que acionou a embaixada do Brasil na Suécia após Roberta parar de dar notícias durante a viagem. Até sua prisão, ela mandava mensagens com frequência para informar o que estava acontecendo. Macedo diz que se considera o pai afetivo de Lucas. “A referência que ele tem de pai sou eu”. Ele também afirma que Soren nunca propôs nenhum acordo para resolver a questão da guarda da criança.

Macedo conta que Roberta engravidou há dez anos, quando passava as férias na Dinamarca. Ela voltou para o Brasil e teve Lucas aqui. Depois, Soren veio ao país para visitar a criança e registrá-la em seu nome. Meses depois, os três passaram a morar juntos em Malmö e Roberta se casou com Soren. O dinamarquês teria prometido a ela que permitiria que ela voltasse para o Brasil com o filho. Sem ver a promessa se concretizar, segundo Macedo, Roberta procurou a embaixada brasileira na Dinamarca e conseguiu voltar para o país com Lucas.

De acordo com Macedo, Lucas viu o pai biológico apenas duas vezes nos últimos oito anos.

Dilma foi acionada

Eduardo Suplicy enviou uma mensagem para a presidente Dilma Rousseff sobre o caso. “Tenho a convicção que, ao ler a carta da senhora Roberta, que tem dedicado todos os momentos de sua vida e suas energias para cuidar do bem estar de seu querido filho Lucas, de 10 anos, autista, Vossa Excelência tomará as medidas necessárias junto às autoridades suecas para que, de pronto, possa Roberta estar junto ao seu filho”, diz o ex-senador no texto encaminhado para a presidente, junto com a carta de Roberta. Em entrevista à Época NEGÓCIOS no final da tarde desta quinta-feira (28), Suplicy afirmou ainda não ter recebido uma resposta oficial da presidente.

Eu não sou Charlie – Je ne suis pas Charlie!

Pode soar estranho para alguns, mas eu sou contra o jornal Charlie Hebdo. Não consigo entender qual a finalidade das charges publicadas por este veículo de comunicação onde o único intento é ferir pessoas, religiões e honra daqueles que são diferentes. Não sou à favor do massacre ocorrido no último dia 7, onde 12 pessoas foram assassinadas, ou no dia 8 onde uma policial foi assassinada à sangue frio nas ruas de Paris, muito menos à favor das 5 vítimas assassinadas na loja de produtos judeus no dia 9. Entendam, sou totalmente contra esta violência praticada pelos terroristas, e pela violência em geral. E pensar que, desde menina, sempre tive o desejo de ser jornalista. Cheguei a tentar uma vaga na Unicamp em 2003, mas confesso não fui boa o suficiente para garantir um lugar em um dos vestibulares mais disputados do país. Por este motivo, eu tenho vergonha do trabalho realizado por este “folhetim”.

Em um país como a França, que tem como lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o que o Charlie Hebdo tem feito é exatamente um des-servico ao Estado. Com seu trabalho, tem pregado a discórdia gratuita a xenofobia pelo simples fato de atiçarem a populacão à impor a sua cultura sobre uma minoria mussulmana e de outras etinias do país.

Logo população mundial começou a se manifestar á favor dos cartunistas assassinados, saindo em protestos levantando canetas e lápis no lugar de bandeiras como forma de demonstrar o seu apoio aos mesmos. No último domingo, dia 11, uma enorme manifestação com em torno de 3,5 milhões de manifestantes saíram pelas ruas de Paris para protestar contra o ataque terrorista na França, aqui em Estocolmo, 3.000 pessoas se reuniram em apoio segundo os jornais DN.SE e The Local. O que me assusta é o fato de ninguém, em momento algum, questionar o porquê daquilo tudo? o porquê do massacre? Esta não foi a primeira vez em que o jornal foi atacado, por acaso pelo mesmo motivo, e tenho a certeza que não será a última.

Aqui na Suécia, por exemplo, várias mesquitas vem sendo atacadas por vândalos e extremistas com bombas e sendo incendiadas. Um país conhecidamente calmo e pacífico também está mostrando a sua face negra e vil à sociedade. O fato é que não podemos generalizar. Mussulmano não é terrorista, haja vista, Ahmed Marebet, o policial que foi morto em frente ao Charlie Hebdo logo após o ataque, protegendo justamente àqueles que ofendiam profundamente à sua religião. Terrorista é terrorista, é mal e ponto final.

Ninguém gosta de ser ofendido, atacado e humilhado por sua opção religiosa, sexual, política ou simplesmente pela cor de sua pele, tudo em nome da liberdade de expressão, liberdade de imprensa, mas e quanto à liberdade do culto religioso? A liberdade indivudual, onde está? Lembro-me de quando criança sempre ouvi que a minha liberdade ía até onde começava a liberdade do outro, e este foi um ensinamento que aprendi e carrego comigo.

Existem diversas maneiras de se praticar o jornalismo, divulgar uma notícia, inclusive divulgar um humor inteligente, até mesmo de cunho político sem que se ofenda a pessoa, o ser humano como já fazia o Pasquim durante o governo militar. Uma forma humorada de se dizer a verdade, questionar e cobrar o direito de liberdade que era bem coibido naquela época.

Eu pensei algumas vezes se escreveria ou não minha opinião quanto ao atentado, e estava inclusive aguardado a prometida capa da nova edição do Charlie Hebdo, cuja tiragem prometida será de 3 milhões de exemplares, para ter uma idéia do que está por vir. Confesso que depois de vê-la aqui estou esperando por uma ação ainda maior contra o jornal.

Gostaria de deixar uma amostra do “humor” praticado pelas charges de mal gosto do jornal. Em respeito à religião mussulmana que em seus preceitos diz que O Profeta Mohamed não deve ser retratado, e para evitar maiores problemas, não colocarei nenhuma das imagens do mesmo, porém, como católica, também me sinto muito ofendida pela imagem à seguir. Não deveria exibí-la, mas para demonstrar meu desgosto e para que as pessoas possam formar sua própria opinião à respeito do problema e não apenas colocar hashtags e cartazes em suas redes sociais para seguir a modinha, aí vai.

Foto de reproducão do Jornal Charlie Hebdo

Foto de reproducão do Jornal Charlie Hebdo

Por fim, queria compartilhar o link de um texto interessante sobre o assunto que encontrei na rede, datado de 8 de janeiro.

Por El Rafo Saldaña – Je ne suis pa Charlie

Copa do Mundo do Brasil 2014

Por enquanto é apenas a França criticando, depois virão os demais países para expor ao mundo o que nós já sabíamos: que é impossível resolver os problemas de infra estrutura deteriorados e abandonados a anos à toque de caixa, e sob uma visão distorcida da Fifa.

Não tem como pegar uma São Paulo da vida com o trânsito caótico e a super população que possue e em 4 anos querer que tenha um trânsito organizado nos melhores padrões europeus sem um planejamento sério.

Pegar Manaus que nunca teve um invertimento visando um real desenvolvimento mesmo com todo o seu potencial turístico e econômico e contruir “no meio da floresta” um estádio em padrões olímpicos. E o que é o pior, que virará amanhã um elefante branco. Para quê???

Agora não temos do que reclamar, teremos que engolir a seco a chacota que virá e tentar mais uma vez, com a qualidade maior do nosso povo que é a hospitalidade e o bom humor, reverter pelo menos um pouquinho esta situação.

E pelo amor de Deus, nós vivemos em uma república tendo a democracia como sistema de governo e não uma monarquia, então paremos de trarar um idiota que concorda com um asno, vulgo Ronaldo “fenômeno” (fenômeno para mim apenas na estupidez) de sua “majetade, o Rei dos tolos Pelé”. Além de apenas abrir a boca para falar asneiras, o que mais este “zinho” fez ou tem feito por nós??? Um cara que acredita que um país se faz com estádios super faturados e futebol, ao invés de investimentos públicos em educação e bem estar da população não merece o mínimo respeito.
Concorde, discorde ou revolte-se quem quiser, esta é a minha opinião e tenho dito!!!

Clique  aqui para o link da reportagem do site do UOL sobre a matéria publicada na revista francesa So Foot, vale a pena a leitura.

Fonte: Google

Fonte: Google

Olimpíadas de Inverno de Sotji 2014

Ontem, 07 de fevereiro, foi a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sotji 2014 na Rússia. Dizem os jornais que o governo Putim gastou algo em torno de 50 milhões de dólares na organização, o que faz desta a mais cara da história dos jogos até então, para maquiar uma das mais problemáticas e controversas de todos os tempos. Digo controversas, pois os jogos olímpicos tem em seu fundamento a união dos povos, a prática de esportes, a solidariedade, e os direitos humanos.

A página do Google esta semana assim como de costume, exibiu uma homenagem aos Jogos Olímpicos de Sotji, tendo como fundo as cores da bandeira do movimento GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) como uma mensagem direta ao governo Putin, mostrando-se assim como o resto do mundo, contrários à política homofóbica do governo.  A imagem traz ainda um trecho da Carta Olímpica onde mostra que a idéia principal é a integração e não a segregação, como mostra abaixo:

“A prática de esporte é um direito humano. Todo indivíduo tem que ter a possibilidade de praticar esportes sem descriminação  de nenhum tipo e com o espírito Olímpico que requer um entendimento recíproco com um espírito de de amizade, solidariedade e jogo limpo” . (Tradução livre)

Imagem Google

Imagem Google

Vladimir Putin, presidente da Rússia, tem se mostrado extremamente opressor para aqueles que não compartilham de suas idéias, e a sua política de tratar como criminosos os membros da comunidade Gay tem sido muito mal recebida. Para melhorar sua imagem perante o mundo, Putin mandou libertar um mês antes dos jogos com a finalidade de mostrar a todos a sua benevolência, todos os prisioneiros que de alguma forma foram condenados por protestarem contra os atos do seu governo. Na verdade, era apenas uma fachada para evitar que muitos países, assim como o público deixassem de comparecer aos jogos. Nesta lista de prisioneiros, estava também a bióloga gaúcha Ana Paula Maciel, ativista do Greenpeace que foi presa juntamente com outros ativistas por participar de atos de protesto para a proteção do continente ártico.

A bem da verdade, Putin está agindo assim como Hitler durante as Olimpíadas de Berlim de 1936, cuja finalidade principal era mostrar ao mundo as maravilhas da raça ariana. Os nazistas da Berlim de 36 tinham como plano principal propagar suas idéias e não pouparam para isso. O orçamento foi ampliado em 20 vezes, tendo como resultado a criação do maior e mais moderno complexo esportivo até o momento, o Reichssportfeld, hoje conhecido como Olympiapark Berlin.

Por ironia, em Sotji 2014, a delegação da Alemanha foi a única que mostrou de alguma forma o descontentamento com a política homofóbica do presidente Vladimir Putin, colorindo o uniforme de sua delegação com as cores da bandeira do movimento gay. Heja Tyskland!

alemanha

Fonte: Google

A Suécia também mostrou-se nada satisfeita com a situação lançando um vídeo no qual mostra algumas personalidades gays, assim como pessoas comuns, em um total de 2000 pessoas que se reuniram no Estádio Olímpico de Estocolmo com o lema “Viva e deixe o amor” dirigido diretamente contra a Rússia e suas leis anti-GLS cantando o hino russo. O vídeo tem a finalidade de fazer com que as pessoas ao ouvirem o hino da Rússia tenham em mente a imagem do movimento gay.

Kärleksprotesten mot Vladimir Putin – Reportagem do Jornal Expressen.se

Curiosidade: Foi na Olimpíada de Berlim de 1936 que foi criado o revezamento da tocha olímpica que existe até hoje. 

Estupro? Concentimento? Como definir um crime?

Em Tensta Estocolmo, em março deste ano, seis rapazes infligiram uma menina de 15 anos para uma violação agravada, em outras palavras, eles abusaram sexualmente da menina.

Em junho, O juizado de Solna havia condenado os rapazes, que tinham na época entre 15 e 16 anos à detencão juvenil, o que no Brasil pode ser comparado à FEBEM. Cinco deles condenados por estupro qualificado e um por tentativa de estupro qualificado.

Agora, no final de setembro, o Juiz do tribunal de Svea decidiu inocentálos de todas as acusacões – até mesmo de abuso sexual – baseado em uma antiga lei sueca onde não se considera estupro o abuso sexual cometido contra uma pessoa em estado de conciência, mesmo que a mesma tenha sido contrária ao ato. O motivo alegado é que a menina de apenas 15 anos pode até ter dito não, mas mesmo que tivesse dito, não seria considerado estupro automático.

A relacão sexual que ocorreu pode ter sido contra a vontade expressa da vítima, mas como não foi a exploracão de um estado impotente – ou seja, ela não se encontrava inconciente ou sob ameaca de morte – não é estupro, disse o Juiz Svea Jonson.

O fato é, que a menina que estava em uma festa, encontrava-se embriagada e foi levada pelos 6 rapazes para um quarto onde ela foi trancada e teve a jaqueta e seu celular tomados por eles. Em seguida, teve as roupas arrancadas e ela então foi abusada violentamente pelos 6 indivíduos por horas. Ela, que estava em choque, disse por diversar vezes que não queria aquela situacão. Sem saber o que fazer e temendo por sua vida, claro, não teve como lutar contra os rapazes que eram inclusive bem maiores e assim, mais fortes do que ela. O fato de ela não tentar lutar para se proteger é que fez com que o ato se enquadrasse segundo a antiga lei – que vigorava na época do crime, por isto é a lei que está sendo baseada durante o processo – como não sendo estupro, pois entende-se que ela tinha por obrigacão que “sair na mão com os caras”.

– O que eles querem dizer com “estado indefeso?” Eu não entendo como eles pensam. Eu estava com medo e eu disse que não, mas esses caras não ouviam. Eu sou muito pequena, eles eram maiores e muito mais numerosos. Eu acho que se eu gritasse, eles fariam algo ainda mais estúpido. Eu disse que não. Como se diz um “não” de modo que se torne ainda mais “não”? – Disse a menina disse ao jornal.

Fonte: Aftonbladet , SvD

Eu/nós precisamos agora que o Ministério Público sueco leve o caso ao Supremo Tribunal Federal para um novo julgamento.

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