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Parabéns para mim!

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Foto: Karine Bäckman

Aproveite o tempo em sua conta

Imagine que você tivesse ganho uma competição cujo prêmio fosse que um banco abrisse todas as manhãs uma conta em seu nome com 86 400 coroas. Cada jogo tem uma regra, este aqui porém, 2. A primeira é que todo o dinheiro que você não tenha gasto desaparece da conta quando um novo dia se inicia. Não se pode trapacear transferindo o restante para uma outra conta, tem que utilizá-lo.

Mas, à cada manhã o banco abre uma nova conta em seu nome com novas 86 400 coroas para ser usado durante o dia.

Regra número 2 é que o banco pode acabar com o jogo sem aviso prévio. Quando quiser, o banco notifica que o jogo acabou, sua conta é encerrada e que uma nova conta não será aberta no dia seguinte. O que você faria com todo este dinheiro?

Faria coisas divertidas, compraria presentes para amigos e familiares, compraria um presente para você mesmo, aproveitaria para comer e beber coisas gostosas que nunca havia experimentado? Você ao certo encontraria muitas coisas para fazer com o dinheiro, mas com certeza não seria fácil gastar 86 400 coroas em um dia.

O FANTÁSTICO é que este banco maravilhoso existe. É o tempo! Todas as manhãs quando acordamos recebemos 86 400 segundos de vida para usarmos, e o que não usamos disperdiçamos. Ontem é passado. Todas as manhãs a mesma mágica, 86 400 segundos de vida. Mas mesmo a vida tem regras que não podemos burlar, “a conta” pode ser fechada a qualquer minuto, repentinamente. A vida pode acabar a qualquer instante.

Então, o que faremos com nossos 86 400 segundos diários? O que você faz? Por certo é bem mais importante os segundo de vida do que as caroas, não?

Tradução livre do texto retirado da revista Reflex, edição 3 de 2014. 

Dizem que o mes que antecede o nosso aniversário é um período chamado inferno astral. Os últimos 15 dias, os piores. Eu, definitivamente, nunca senti este período até porque não me considero uma pessoa lá com tanta sorte assim para poder sofrer com algum tipo de decepcão pré-aniversário ou inferno astral. Não mesmo!

Este ano, às vésperas de completar 42 primaveras, o que acontece é que tenho sentido um despertar. Nestes últimos 5 anos tenho que vivido meio que em um limbo, não muito contente com os acontecimentos ou desenrolar da vida, mas ainda assim agradecendo pelo que tenho conseguido: família, marido, emprego, Branca… o problema é o sentimento de vazio, de que nada novo está para acontecer, isso tem me matado aos poucos dia-a-dia…

Eu sempre ouvi dizer que os pilares da falecidade são: Ter um filho, plante um árvore e escreva um livro. Bem, eu escrevo um blog dá quase no mesmo, já plantei inumeras árvores e tenho o meu jardim florido, e tenho a Branca, minha filhota de 4 patas. Tive que adaptar neste último, já que as tentativas de ter um bebê não tem sido lá um sucesso, e depois dos 40 as probabilidades são ainda menores. Coisas da vida… Porém, aquela sensação de felicidade, dever cumprido segundo os pilares da felicidade não existe. Eu não sei o que é. Ao contrário dos pilares, o que me deixa feliz é viajar. Poder voar, conhecer novas cidades, pessoas e culturas, isso sim é felicidade. Creio que deveria ter nascido um pássaro para poder voar livre e viajar para onde pudesse e minhas asas me levassem, aí sim, seria incondicionalmente feliz…

Entretanto, este ano para mim, o meu inferno astral tornou-se quase que um despertar. Resolvi que esta vida perfeitinha está perfeitinha demais e eu não quero que seja assim. Comecei uma batalha pessoal anti-estagnação, saindo da minha zona de conforto que é isso que nos faz crescer.

Resolvi que voltaria a escola, e lá estou. Mesmo que em um curso de sueco do qual eu já deveria ter me livrado e terminado há algum tempo se não tivesse me acomodado com o meu trabalho e a chance de arrumar algo melhor tendo referências. Isso não aconteceu e creio que não acontecerá. Então resolvi conquistar um diploma universitário, ainda que como tecnólogo, mas algo que me trará um resultado no futuro. Claro que levará tempo para terminar o curso, afinal ainda tenho que seguir com o sueco até chegar no mínimo exigido nos certificados (betyg), mas já dei o primeiro passo. Aliás, o segundo, uma vez que consegui pular um dos cursos porquê estava em um nível mais avançado devido ao sueco que aprendi trabalhando e tendo contado por nativos.

Enfim, espero realmente que este ano seja um ano de virada e descobertas pois afinal, é exatamente sobre o que o texto acima fala: todos nós ganhamos 86 400 segundos de vida diariamente, e cabe apenas à nós resolver como ele será utilizado.

Agora vou ali fazer os planos de como celebrar mais este ano, já que dia 30 está logo ali 😉

Vi ses, hej då! 😉